
Amores e paixões. Sentimentos
intensos que desenvolvemos ao longo da vida e que fazem parte de
nossa natureza, no qual sem eles seríamos vazios e sem
significados. Emoções que sustentam nossa existência como seres
humanos que têm como necessidade primordial: amar e ser
amado.
Porém, ao pensar nesse desejo constante de amor, sempre imaginamos
que esses sentimentos venham de uma terceira pessoa, mas nunca de
nós mesmos para nós mesmos! E aí que está a falha para nossas
carências: a falta de valorização do eu!
Quando nos amamos por completo, conhecendo nossas qualidades e
acima de tudo, admitindo nossas limitações, somos capazes de amar o
próximo compreendendo seus defeitos e não querendo moldá-los as
nossas vontades. E a via inversa disso também é verdadeira.
O outro só pode nos dar valor a partir do momento que valorizamos a
nos próprios. Não tem como exigir respeito e admiração se ao olhar
no espelho não temos essa consciência lúcida de entrega. Não dá
para cobrar do parceiro dedicação se não dedicamos amor ao nosso
interior.
É muita estupidez não enxergarmos o brilho que irradia de nossa
alma porque ele é uma centelha da luz divina e desprezando-a,
estamos rejeitando o que de mais sublime existe em nós: o
magnetismo pessoal, inerente a qualquer indivíduo.
Esta é uma força que faz cada pessoa ser única e diferenciada e,
por conta disso, totalmente capaz de ser um agente transformador,
renovador e iluminador, influenciando de forma positiva as relações
interpessoais.
Porém, existe uma linha tênue entre auto-estima elevada e ego
inflado. Uma coisa é reconhecer suas qualidades, amar a si próprio,
se respeitar e tolerar seus defeitos. Outra é supervalorizar
características, menosprezando a todos e ter a prepotência
indiscutível de se achar superior.
No entanto, felizmente, pessoas que parecem um bolãozinho inflável
são poucas nos dias de hoje, pois logo são obrigadas a enfrentar a
realidade e migram sua forma de pensamento para uma conduta mais
humilde. Sim, mantenho esta convicção de que são poucas porque
muitos soberbos não passam de engodos tentando disfarçar a própria
carência.
Mas infelizmente a grande maioria está sofrendo um problema crônico
de baixa auto-estima, não sabendo lidar com as questões de
valorização de si mesmo, extremamente essencial para a saúde
emocional. Somos aquilo que pensamos e este pensamento tem que
estar sintonizado com as boas energias.
A dignidade pessoal deve vir em primeiro lugar não importando o
quanto desejamos ou queremos algo ou alguém. Não podemos passar por
cima de valores essenciais para agradar a terceiros.
Não vale a pena se sujeitar a situações degradantes para o seu
amor-próprio, que deve ser incondicional. Sua força de vontade tem
que ser proporcional a sua auto-estima e ela tem que ser a mais
positiva e elevada possível.
Eu sou mais eu. E você? É mais você?
Autoria- Barbi Arruda
Com carinho
M Alyce

























Comentários